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Estabelecendo Métricas para o Sucesso

Já dizia Drucker “Não podemos controlar aquilo que não podemos medir”. Criar as métricas corretas para o gerenciamento dos projetos é o caminho certo para crescer de forma competitiva, alem de incrementar a maturidade da empresa.

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Novas métricas surgiram para se estabelecer ao lado do ROI, em economias competitivas permanecer estreitamente focado no retorno sobre o investimento como métrica definitiva podem representar riscos ao negocio, pois não reflete os desvios existentes no projeto.

Métricas financeiras devem ser capazes de responder se o projeto esta reduzindo custos, e indicar tendências para os desvios.

O sucesso do projeto caminha lado a lado com o desempenho de todas as áreas de conhecimento em gerenciamento de projetos, a coleta de métricas de sucesso de custos não é um caminho único a traçar, métricas de satisfação de clientes podem refletir impactos muito mais significativos para o futuro da empresa do que indicadores financeiros. Essas métricas costumam receber uma menor atenção em relação aos medidores de custos por exemplo.

O Earned Value Management EVM é a ferramenta básica para criarmos as métricas do projeto e tomarmos as primeiras conclusões. O fato é que isoladamente as métricas dizem algo a respeito de algum parâmetro de sucesso do projeto, mas se tornam realmente eficazes quando analisadas em conjunto. Por exemplo;

Um IDP (Índice de desempenho de prazo) de 105% indica que o projeto executou 5% a mais do que as atividades programadas até um determinado momento. Nesse projeto poderíamos mensurar um IDRH (Índice de desempenho de pessoas) de 90%, indicando que foram utilizados 10% a mais dos recursos humanos previstos para execução das mesmas atividades. Se executamos 5% a mais das atividades programadas alocando 10% a mais dos recursos previstos para elas, então é certo afirmar que a produtividade da equipe é 5% abaixo do esperado e projetar ainda um reflexo dessa improdutividade no IDC (Índice de desempenho de custo).

Para estabelecer métricas é necessária uma estratégia e a visão clara do que se pretende controlar, as nove áreas de conhecimento em gerenciamento de projetos são pontos de partida para começarmos a implantar índices nas medições dos projetos.

Imaginem se combinarmos as métricas de IDRH (Índice de desempenho de pessoas), IDA (Índice de desempenho de aquisições) e IDR (Índice de desempenho de riscos) para analisarmos as métricas de custo por exemplo. A analise dos desvios dessas três áreas de conhecimento pode determinar a origem de problemas apresentados pelo IDC (Índice de desempenho de custo) e definir foco para a tomada de decisões.

A análise dos indicadores de escopo e qualidade ganha força quando combinadas, podemos verificar não somente se fora executado o trabalho necessário e somente o necessário como também se os requisitos de qualidade associados foram atingidos.

Métricas devem ser orientadas sobre a governança de um PMO maduro, as políticas de medições devem ser claramente explicadas e auditadas para proibir que manipulem os índices.

DICA: O índice de desempenho de satisfação de um cliente é peça fundamental para medirmos parâmetros implícitos de sucesso.

Vejam que para um projeto com índices controlados de escopo, qualidade, tempo e custo podemos ter manifestações de índices de satisfação completamente diferentes, normalmente associadas ao desempenho de integração e comunicação do projeto, um olhar atendo aos índices pode nós informar se as mudanças estão sendo gerenciadas ou se a expectativa das partes interessadas vem sendo administrada por exemplo.

Escrito por Eduardo Militão Elias

PMP No 1396759

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